
Nos últimos dias estamos acompanhando o destaque que a imprensa tem dado à participação do grande ídolo Ronaldo Fenômeno no Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 e também da mudança repentina de comportamento do, não menos ídolo, e agora deputado federal Romário.
Antes um ferrenho opositor de Ricardo Teixeira, após uma reunião com o mandatário da CBF, o nobre deputado passou a "entender melhor" o projeto e já acredita que a organização está melhorando e tudo vai dar certo. É pouco provável que esta mudança repentina seja apenas coincidência com o fato da CBF ter reservado 23 milhões de reais para disponibilizar 32 mil ingressos para portadores de necessidades especiais.
Nada contra a causa defendida pelo deputado, que é, de longe, uma das mais nobres às quais ele poderia se dedicar. Porém, a sua mudança de comportamento nos leva a suspeitar que houve algum tipo de acordo, onde a CBF ofereceu este pacote de ingressos em troca de uma trégua nas críticas.
O caso de Ronaldo é um pouco diferente. Ele nunca se envolveu em nenhum episódio onde criticava o COL. Mas, por outro lado, considerando as recentes e grandiosas jogadas financeiras encabeçadas pelo ex jogador, fica difícil acreditar que não haja algum interesse nessa participação.
Ainda mais se levarmos em consideração que o ambiente da CBF e a gestão de Ricardo Teixeira tem um histórico de favorecimento a determinados grupos de interesses em detrimento de outros. A toda poderosa Globo que o diga.
Será que, no caso dos dois ídolos populares, eles não levam em conta o fato de que deveriam ser exemplo e referência para tantos jovens atletas e crianças? Realmente a questão financeira e a necessidade de exposição na mídia devem falar mais alto que alguns valores básicos? Eis a questão...