domingo, 20 de setembro de 2009

A vitória dos "fichas sujas"

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Na última quarta feira, o nosso Supremo Tribunal Federal liberou os candidatos que respondem por processo em primeira instância para disputarem as eleições. A ação tentando proibir a candidatura dos chamados "fichas sujas" foi impetrada pela Associação dos Magistrados do Brasil.

Pelo jeito, o Supremo acha que é razoável um candidato que responde a processo representar o povo no Congresso Nacional. E depois que são eleitos, já sabemos das regalias de que dispõem perante a justiça. Ou seja, o melhor julgamento deverá ser feito nas urnas pelos eleitores.

Não devemos esperar que a justiça discuta e decida o que é melhor. Basta não votar em um candidato nesta situação. Desta forma, ele continuará a responder aos seus processos como um cidadão comum.

E além disso, devemos fazer o possível para acompanhar o desempenho dos nossos candidatos eleitos e nos lembrar das suas ações durante o mandato para que não votemos novamente em quem não contribuiu positivamente para o Brasil.

domingo, 13 de setembro de 2009

A que ponto chegamos...

http://colunistas.ig.com.br/victormartins/tag/cingapura-2008

Nos últimos dias temos nos deparado com mais um escândalo no mundo dos esportes. Desta vez, é a suposta armação envolvendo o piloto Nelsinho Piquet e a sua ex-equipe Renault.

Após ser demitido da equipe, Nelsinho tratou logo de demonstrar a sua "honestidade e lisura", denunciando um plano macabro para favorecer o Fernando Alonso no Grande Prêmio de Cingapura do ano passado.

Segundo o piloto brasileiro, ele foi coagido pelo Flavio Briatore a entrar neste embrólio. Mas o mais intrigante de tudo é que parecia tudo normal e tranquilo, até que veio a notícia da demissão de Nelsino. Ou seja, se a Renault tivesse renovado com Nelsinho, provavelmente não teríamos ficado sabendo dessa armação toda.

Infelizmente, esse caso não foi o último e nem será o primeiro no esporte, onde os interesses econônicos e pessoais de alguns se sobrepõem à competição saudável e leal. Os valores estão cada vez mais deturpados, não existe respeito entre os competidores, não interessa o que acham os milhares de seguidores do esporte em todo o planeta.

Enquanto acompanhamos e torcemos pelos pilotos de nossa preferência pela TV, nos bastidores podem estar sendo traçados planos obscuros para arranjar resultados, vencedores. E ao que tudo indica, além da "lavagem de roupa suja" entre o Nelsinho e o Briatore em público, a FIA não tomará medidas mais drásticas contra as partes envolvidas.

Eu pelo menos, já não consigo ver mais uma corrida de Fórmula 1 com os mesmos olhos. Mas esta não é a preocupação dos dirigentes da categoria, já que o que mais interessa é garantir os generosos contratos de publicidade e direitos de transmissão. E viva a força do dinheiro, custe o que custar!!!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A verdadeira independência

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Mais uma vez é 7 de setembro. E como acontece há muito tempo, estamos comemorando a nossa independência. Temos várias solenidades oficiais pelas principais cidades do país, com a presença dos nossos ilustres governantes, uma verdadeira demonstração de cidadania.

Será que é isso mesmo? Ou é apenas mais uma peça do nosso imenso e inigualável teatro político? Infelizmente, fico com a segunda opção. Que independência é esta onde continuamos reféns da violência dentro das nossas próprias casas? Que independência é essa que nos submete a uma das maiores cargas tributárias do mundo, sem o mínimo de contrapartida dos serviços prestados pelo Estado?

Neste ano, as comemorações têm um componente populista novo. É o famigerado pré sal. Agora todos os nossos problemas serão resolvidos. O país terá dinheiro para investir em saúde, educação, melhorar as condições de vida da população, diminuir as desigualdades sociais. Que maravilha. Pena que ninguém sabe ainda qual a dimensão exata do petróleo existente no pré sal, como será retirado de lá, entre outras perguntas básicas.

Mas uma coisa é certa: os interesses políticos já estão tentando tirar o máximo de proveito da situação. Seja no curto prazo, como trunfo para as próximas eleições presidenciais, como também no longo prazo. Todos querem garantir que, caso haja realmente a abundância de recursos alardeada pelo governo, tenham a chance de abocanhar parte do dinheiro.

Enquanto isso, a "marolinha" da crise continua a nos assombrar, a era Sarney continua firme e forte no Senado e a impunidade é a regra geral. E viva o nosso Brasil independente!!!