terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Quanto custa o apoio de um ídolo?

Nos últimos dias estamos acompanhando o destaque que a imprensa tem dado à participação do grande ídolo Ronaldo Fenômeno no Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 e também da mudança repentina de comportamento do, não menos ídolo, e agora deputado federal Romário.

Antes um ferrenho opositor de Ricardo Teixeira, após uma reunião com o mandatário da CBF, o nobre deputado passou a "entender melhor" o projeto e já acredita que a organização está melhorando e tudo vai dar certo. É pouco provável que esta mudança repentina seja apenas coincidência com o fato da CBF ter reservado 23 milhões de reais para disponibilizar 32 mil ingressos para portadores de necessidades especiais.

Nada contra a causa defendida pelo deputado, que é, de longe, uma das mais nobres às quais ele poderia se dedicar. Porém, a sua mudança de comportamento nos leva a suspeitar que houve algum tipo de acordo, onde a CBF ofereceu este pacote de ingressos em troca de uma trégua nas críticas.

O caso de Ronaldo é um pouco diferente. Ele nunca se envolveu em nenhum episódio onde criticava o COL. Mas, por outro lado, considerando as recentes e grandiosas jogadas financeiras encabeçadas pelo ex jogador, fica difícil acreditar que não haja algum interesse nessa participação.

Ainda mais se levarmos em consideração que o ambiente da CBF e a gestão de Ricardo Teixeira tem um histórico de favorecimento a determinados grupos de interesses em detrimento de outros. A toda poderosa Globo que o diga.

Será que, no caso dos dois ídolos populares, eles não levam em conta o fato de que deveriam ser exemplo e referência para tantos jovens atletas e crianças? Realmente a questão financeira e a necessidade de exposição na mídia devem falar mais alto que alguns valores básicos? Eis a questão...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Uma vez Rubinho... Sempre Barrichello!!!


Tudo parecia caminhar muito bem. Era o Prêmio do Brasil. No sábado, embaixo de um temporal, o piloto brasileiro havia feito o melhor tempo e largaria em primeiro no domingo.

Então, era só manter a estratégia que tudo daria certo no final e a decisão do campeonato seria levada para a última prova do ano. Mas logo no início da corrida as coisas já começaram a mudar. Acidentes consecutivos favoreceram o rival direto do piloto brasileiro, que ganhou várias posições sem muito esforço.

Não bastasse isso, o Rubinho parou nos boxes e quando voltou seu carro parecia outro. E para complicar ainda mais, o Button resolveu ser mais agressivo e ainda ultrapassou vários concorrentes. Resumo da ópera, chegou com folga para ser campeão e o nosso Rubinho perdeu até o segundo lugar do campeonato, que tentará recuperar na última corrida da temporada.

Não adianta, eu até tento torcer para o Rubinho, mas ele é muito devagar. Mesmo com um carro que dominou a primeira metade da temporada, ele mais uma vez deixou o seu companheiro de equipe lhe passar para trás. Parece que ele não tem vontade de vencer, se contenta com qualquer resultado, apenas leva em conta o lado financeiro.

É uma questão de perfil, ele definitivamente, não tem característica de competição. Aí, não precisamos esperar grandes resultados vindos dele. Há que saudades da época de grandes pilotos, Senna, Prost, Mansell, etc.

domingo, 20 de setembro de 2009

A vitória dos "fichas sujas"

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Na última quarta feira, o nosso Supremo Tribunal Federal liberou os candidatos que respondem por processo em primeira instância para disputarem as eleições. A ação tentando proibir a candidatura dos chamados "fichas sujas" foi impetrada pela Associação dos Magistrados do Brasil.

Pelo jeito, o Supremo acha que é razoável um candidato que responde a processo representar o povo no Congresso Nacional. E depois que são eleitos, já sabemos das regalias de que dispõem perante a justiça. Ou seja, o melhor julgamento deverá ser feito nas urnas pelos eleitores.

Não devemos esperar que a justiça discuta e decida o que é melhor. Basta não votar em um candidato nesta situação. Desta forma, ele continuará a responder aos seus processos como um cidadão comum.

E além disso, devemos fazer o possível para acompanhar o desempenho dos nossos candidatos eleitos e nos lembrar das suas ações durante o mandato para que não votemos novamente em quem não contribuiu positivamente para o Brasil.